Aquinas Morning Briefing: A Era de Ouro da Ansiedade
Domingo, 25 de Janeiro de 2026 | Festa da Conversão de São Paulo
1. A Narrativa Macro: Dominância Fiscal e o Melt-Up
As telas deste domingo narram uma história paradoxal. Com o S&P 500 pressionando 6.915 e o Ouro pairando em US$ 4.987, estamos testemunhando a definição clássica de “Dominância Fiscal”.
Normalmente, ações e ouro divergem — risco (risk-on) versus segurança (risk-off). Hoje, marcham em uníssono. Por quê? Porque o mercado não está mais precificando “crescimento”; está precificando o envilecimento da moeda.
O motor desta dinâmica é o mecanismo da dívida soberana. Com os pagamentos de juros agora sufocando os gastos discricionários, o mercado antecipa que a única saída é a monetização — imprimir a diferença.
O Deutsche Bank e o Bank of America previram esta meta de US$ 5.000 para o Ouro, não como uma celebração do metal, mas como um voto de desconfiança na moeda fiduciária.
Simultaneamente, o capital foge para ações “fortes” (Tech/IA) para escapar do cubo de gelo derretido que é o dinheiro, empurrando o SPX para 7.000, apesar de uma economia real em desaceleração.
Fricção Geopolítica: Para além dos gráficos, a cadeia de suprimentos está sendo reconfigurada sob coação. As tensões no Mar do Sul da China passaram de “exercícios” para bloqueios implícitos, agindo como uma resposta recíproca à pressão dos EUA em outros teatros.
Estamos entrando em um período de “comércio fragmentado”, onde a inflação é estrutural, não transitória.
2. A Visão Tomista: Inflação como Desordem Moral
Enquanto os algoritmos perseguem o momentum, devemos aplicar a distinção do historiador jesuíta Juan de Mariana (1536–1624).
Ele ensinou que o envilecimento da moeda é uma forma oculta de roubo. Quando o Soberano dilui a oferta monetária para pagar dívidas sem o consentimento dos governados, isso não é meramente “política”; é uma violação do Sétimo Mandamento.
O atual “efeito riqueza” do SPX a 6.915 é amplamente ilusório — uma expansão nominal mascarando a destruição real do poder de compra.
O realista tomista vê isso claramente: Preço não é Valor. Os números ascendentes não são uma medida do florescimento humano, mas da tentativa febril de preservar valor em um sistema desvinculado da realidade.
Aconselhamos prudência. Não confundam a febre com a saúde.
3. Proposta de Valor
Neste ruído de máximas nominais e baixas morais, a Aquinas Intelligence provê o sinal.
Enquanto outros lhe vendem o “FOMO” do melt-up, nós analisamos as estruturas causais sob o preço — distinguindo entre produtividade genuína (IA) e ilusão monetária.
Nós não apenas rastreamos o mercado; nós o julgamos sob o estandarte da Verdade.